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resumo do jogo:
O Vitória tirou o máximo proveito da desinspiração do Guimarães e quebrou uma malapata de seis anos: desde 1 de Novembro de 2004 que os sadinos não venciam os conquistadores no Bonfim. Ontem, e após uns minutos divididos, os sadinos saltaram como um tigre sobre a sua presa e ganharam vantagem sobre o Guimarães durante cinco minutos de pura fúria. Aos 16', uma bomba de Hugo Leal abriu a contagem e, aos 21', Anderson do Ó "abusou" da apatia defensiva do outro Vitória para cimentar a distância. A vantagem, com dois grandes golos, foi suficiente até final, muito embora os visitantes tenham tentado inverter o rumo do jogo. A maior posse de bola vimaranense e o maior pendor atacante - assim como a maior quantidade de situações de golo criadas - nunca bastaram para a reviravolta.
Foi evidente que o losango setubalense, animado por um imprevisível e irrequieto Gallo, foi mais dinâmico do que a mesma figura geométrica dos minhotos. Estes, sem uma boa ligação entre a intermediária (João Alves, Edson Sitta e João Ribeiro) e o ataque (Edgar e Toscano), deixaram-se enredar pelo adversário até ao 2-0 e só depois, mais consentido que conquistado, foram ganhando domínio. O Guimarães não jogou bem, mas apresentou melhorias com as entradas de Maranhão e Rui Miguel. Perdulários aos 24' e aos 40', os pupilos de Manuel Machado acabariam a primeira parte com uma bola ao poste de Diego (42') e cheios de esperanças para a etapa complementar.
Mas foram os sadinos que, por intermédio de Bruno Gallo, podiam ter arrumado o jogo, se a bola não fosse... à barra (47'). Daí em diante, só deu Guimarães. O recuo sadino permitiu uma carga pesada do reforçado ataque vimaranense até final. No entanto, perante uma muralha do Vitória nem sempre sólida mas presente na sua grande área, os visitantes não mais conseguiram do que tirar proveito de um dos erros defensivos do adversário. E, mesmo contra dez (expulsão de Ricardo Silva), faltou esclarecimento para os vimaranenses chegarem ao empate. O qual até poderia ter aparecido no derradeiro minuto, não fora a coragem de Diego. O Guimarães atrasou-se na tabela com esta que foi a sua segunda derrota consecutiva fora de casa para a Liga...
Vitória,2-Guimarães,1
Estádio do Bonfim
Assistência: cerca de 3500 espetadores
Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)
Vitória: Diego, Ney, Ricardo Silva, Valdomiro, Anderson do Ó, Silva, Hugo Leal (Collin, 64), Miguelito, Bruno Gallo, Cláudio Pitbull (Michel, 85) e Henrique (Jaílson, 68)
(Suplentes: Matos, Collin, Jaílson, François, Zeca, Michel e Sassá)
Guimarães: Nilson, Alex, Ricardo, João Paulo, Bruno Teles, Cléber, João Alves (Maranhão, 34), Edson (Rui Miguel, 53), João Ribeiro, Toscano (William, 62) e Edgar
(Suplentes: Serginho, Freire, Targino, Rui Miguel, William, Flávio Meireles e Maranhão)
Ao intervalo: 2-0
Marcadores: 1-0, Hugo Leal, 17 minutos; 2-0, Anderson do Ó, 21; 2-1, Edgar, 72
Cartão amarelo para Edson (48), Ricardo Silva (54 e 79), Edgar (79)
Cartão vermelho por acumulação de amarelos para Ricardo Silva (79)
Manuel Fernandes "Vitória muito suada"
Foi de forma "equilibrada e racional", como fez questão de se autocaracterizar, que Manuel Fernandes fez a análise da partida com o Guimarães, elogiando a atitude dos seus jogadores: "Foi uma boa vitória, muito suada, mas já tinha avisado os meus jogadores de que teríamos de ser muito pragmáticos, eficazes e, sobretudo, solidários. Felizmente conseguimos tudo isso. Marcámos dois belos golos e podíamos ter morto o jogo com o terceiro." O técnico sadino admitiu ainda ter sido feliz e lembrou as dificuldades encontradas. "O Guimarães joga muito no erro adversário e tem marcado vários golos em transições rápidas. No final do jogo sofremos com a margem mínima, mas soubemos contrariá-los. Fomos felizes, e não há campeões sem sorte." Manuel Fernandes terminou colocando um travão na euforia das hostes sadinas: "Sou uma pessoa bastante equilibrada e racional, e não é por termos ganho este jogo que somos os melhores do mundo." Sobre a arbitragem, disse ter sido "excelente".
in: OJogo
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